domingo, 26 de setembro de 2010

IMIGRAÇÃO ILEGAL

Gente, vou colocar um post sobre uma reportagem bem grande que saiu no Estadão nesse domingo (26/09/2010), sobre um assunto bastante espinhoso... Imigração Ilegal.

Não é brincadeira e não indico a ninguém ir pro Canadá como ilegal. Mesmo sendo um país de imigrantes, ser ilegal lá, como nos USA, significa viver à margem da sociedade quando se fala em serviços sociais, direitos e cidadania, valores muito mais valorizados lá do que aqui.

Segue o quadro sobre imigrantes ilegais no exterior e reportagens sobre o Canadá...





>> REPORTAGEM 1
>> Dois por dia escolhem o Canadá como lar
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100926/not_imp615358,0.php

Segundo governo do país, número de brasileiros cresceu 330% de 1999 a 2008

Os brasileiros nunca viajaram tanto para o exterior e isso não é novidade para ninguém. A novidade é que nunca viajaram tanto para o Canadá, o gigante até então desconhecido para aqueles com destino a países anglófonos. De 2000 a 2007, mais de 375 mil brasileiros entraram no Canadá - 8,2 mil como imigrantes (mais de dois por dia).

Segundo dados do departamento de imigração canadense, comparando-se os anos de 1999 e 2008, a imigração de brasileiros para aquele país aumentou em 330%.

De 1999 para cá, 12 mil brasileiros emigraram para o Canadá - 2 mil somente entre janeiro e setembro de 2009, o equivalente ao total de emigrações em 2008. Pode parecer pouco, mas o número representa apenas os que saem do Brasil já como emigrantes. Não entram aí aqueles com vistos de estudante, de trabalho ou de visitante que, uma vez no Canadá, resolvem ficar ilegais. Vistos como esses somaram mais de 400 mil nos últimos dez anos.

O endurecimento na política de concessão de vistos dos Estados Unidos após os atentados do 11 de setembro de 2001, o alto custo de passagens aéreas para países europeus e Austrália e a propaganda, por parte de agências de viagens, de um Canadá acessível, com excelente educação e qualidade de vida (e vizinho dos Estados Unidos), contribuíram para o aumento do interesse dos brasileiros pelo país.

Aliados a esses fatores está a agressiva política de imigração do Canadá, que vai na contramão de países desenvolvidos, como Inglaterra e França.

"Eu não sabia absolutamente nada do Canadá, só que fazia muito frio", lembra a carioca Janaína Duarte. "Nunca mais esqueço. Saí do Rio, estava 40 graus. Cheguei aqui, os termômetros marcavam -29. Foi assustador." Ela deixou o Brasil por questões pessoais, em janeiro de 2001, depois de um grave acidente de carro que a fez repensar sua vida. Preparou-se financeiramente por um ano para estudar inglês fora, mas não sabia para qual país seguir. O Canadá foi a opção mais barata oferecida pela agência de intercâmbio. Retornou ao Brasil em 2004, mas voltou para o Canadá, desta vez por amor. Havia conhecido Leonel, hoje seu marido. Nove anos, muito "sapo engolido" e trabalho depois, continua no país, casada e com filho.

Rio 40°. Sua história inclui ser garçonete em um restaurante italiano por semanas, comprá-lo - sem o dono saber - e transformá-lo num dos maiores restaurantes brasileiros de Toronto. Tudo isso estando ilegal e sem saber falar muito bem o inglês. O nome do estabelecimento? Rio 40°, é claro.



>> REPORTAGEM 2
>> Ex-estudante só pensa em voltar ao Brasil
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100926/not_imp615359,0.php

Casal juntou R$ 500 mil no Canadá, mas ''frieza'' do povo incomoda a jovem

Ceres Christina Silva, de Santo André, resolveu deixar o Brasil em 2001, quando viu que o que ganhava como analista de marketing não dava nem para pagar seu curso de Administração de Empresas. "Na época, a PUC já estava em R$ 700 e eu ganhava R$ 600", lembra.

Um anúncio de intercâmbio na faculdade chamou sua atenção e dois meses depois ela estava no Canadá. O início foi difícil, ela voltou ao Brasil, desiludiu-se com o mercado de trabalho e voltou para o Canadá. Comprou casa e carro no Brasil com o dinheiro que economizou em dois anos. Após se desfazer dos bens no Brasil, resolveu recomeçar a vida no Canadá.

Formada em Business, na garagem da casa de US$ 280 mil guarda sua moto, a do marido, uma caminhonete e um utilitário Pathfinder, mas o patrimônio de mais de R$ 500 mil não a faz gostar mais do país. "Penso em voltar ao Brasil todos os dias", diz ela, que critica a "frieza" dos canadenses. Mas o casal quer ter filhos e Ceres acha o Canadá melhor para a criança.

Há sete anos no país, seu atual companheiro, o goiano Rodrigo Lemos Maldi Moreira, não pensa em voltar. Seu intuito inicial era ficar apenas seis meses, juntar dinheiro e comprar uma moto Intruder usada que custava, na época, R$ 13 mil no Brasil. "Comecei a fazer dinheiro e a me empolgar com o Canadá", conta o ex-protético que ganhava R$ 1 mil por mês em Goiás.

No começo, ele e o irmão Luiz, que havia chegado antes dele, trabalhavam instalando drywall - pesadas placas de gesso usadas em casas e prédios. A adaptação à nova vida e aos trabalhos braçais foi dura. Retornou ao Brasil, mas "o dinheiro falou mais alto" e ele voltou ao Canadá. Rodrigo faz planos. "A gente pagou caro para chegar até aqui. E o meu objetivo é me tornar um protético no Canadá. Não quero ficar na construção pelo resto da vida."


E a reportagem principal (segue somente o link):

>> Dois em cada três brasileiros que vivem fora do Brasil estão em situação irregular
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100926/not_imp615339,0.php

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DE VOLTA AO PLANETA!!!

(Após dar tempo ao tempo, estou de volta...)


Fala galera! Não morri não!!! Hehehe

Fiquei muito tempo me preparando pra esse post. A coisa foi longa e o processo todo meio traumático, mas a turbulência passou e já estou na ativa novamente.

Então... no meu último post eu estava me preparando, fazendo a International Drivers e indo para o Pantanal... Aconteceu que na semana que eu fiquei em Porto Alegre o negócio da venda da minha casa desandou. Pra ajudar tive uns gastos imprevistos e a luz vermelha acendeu! Aí fui chamado pra uma entrevista em Porto na mesma semana, e na semana seguinte, no dia que eu tava indo pra Cuiabá, deram o retorno e fechamos.

Fiquei 1 semana lá e mais 1 semana em SP, quando eu recebi a carta e entreguei meu passaporte no Consulado, e dia 01/07 comecei num projeto de uma empresa do grupo TOTVS. Nossa, fiquei hiper arrasado, pois meu plano de 1 ano foi por água abaixo. Fiquei por umas boas semanas “away” sem querer falar nada com ninguém.

Peço desculpas às pessoas que me procuraram e não dei retorno, mas aí estão os motivos...

Nas semanas seguintes recebi o passaporte, me conscientizei que eu não tinha dinheiro suficiente para um início de vida tranqüilo no Canadá e que eu tinha problemas para resolver aqui.

Investi uma grana alta numa formação Oracle, aonde já fiz 2 de 5 cursos que eu paguei, com vistas a garantir uma maior empregabilidade quando eu estiver em Montréal. Estou trabalhando feito louco, já há duas semanas sem sábado, sem domingo e sem o feriado de hoje, mas isso vai ser bom, pq vai ajudar a recompor mais rápido a minha provisão financeira.

Meu primeiro contrato, de 6 meses, vai até 1º. de janeiro, o que me deixa em uma posição difícil, pois só penso em ir embora em abril ou maio, por causa do frio, mas existe uma possibilidade (o que abre uma graaande porta) de vir a fazer um novo contrato de 6 meses com previsão de trabalho remoto. Pra isso vai depender mais resultado do trabalho que eu estou desenvolvendo do que qualquer outra coisa. Isso seria ótimo, pois teria uma renda garantida no meu início de vida fora.

Estou vendo a readaptação à Porto Alegre como um estágio para minha vida em Montréal, já que as duas cidades tem uma população e uma infra-estrutura um tanto quanto parecidas. Foi difícil no início, mas agora, com quase 2 meses e meio aqui já não está mais tão ruim assim.

Bom, é isso galera! Agora, passado esse bloqueio e de volta e com tudo pra minha preparação, me preparando para uma ida bem mais estruturada que antes, vou voltar a postar todas as coisas interessantes que eu for achando e vivendo nesse caminho.

Abração!